<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155</id><updated>2011-09-09T08:08:58.576-07:00</updated><title type='text'>um olhar sobre o território</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-8166622640383327928</id><published>2007-08-09T19:05:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:07.771-08:00</updated><title type='text'>requiem aeternam ('repouso eterno')</title><content type='html'>&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RrzCDYQ_02I/AAAAAAAABTc/Q816GukKKbw/s1600-h/003436.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097162241585697634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RrzCDYQ_02I/AAAAAAAABTc/Q816GukKKbw/s400/003436.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O retrato, acima, foi pintado às pressas, pouco antes de minha morte, por um artista que ousou cortar, ao meio, o corpo de Dom José, este que aqui escreve. A pintura provocou grande polêmica na corte, escandalizando os conservadores e despertando o deboche dos anti-monarquistas. Pessoalmente, fiquei encantado diante de tanta ousadia e arrojo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes de me despedir, sinto que devo deixar, aqui, alguns vestígios das minhas memórias e um breve testemunho dos novos tempos que orientam a trajetória do homem contemporâneo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde muito cedo, desenvolvi uma alergia às baixas temperaturas. Durante os invernos, era sempre a mesma peleja para me proteger das correntes de ar frio. Lembro-me bem de uma dessas estações, em que, durante cinco meses, fui proibido de deixar o palácio; sendo que, o mesmo foi munido de lareiras extras. – “Uma extravagância. Este pequeno é, por demais, mimado!”, disse certa vez, a Marquesa do Alto Tejo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, deixei Portugal, ainda muito jovem. Aos dezesseis anos, fui transferido para o cálido Novo Mundo. No Brasil, as crises alérgicas passaram a se manifestar de forma mais amena. Que maravilha de clima têm aqueles brasileiros! E a exuberância das paisagens cariocas?! Que saudade sinto dos passeios de carruagem, durantes as tardes frescas, daquilo que eles chamam de inverno... A visão do morro da Urca, do Corcovado, da Bahia do Flamengo, do exemplar Jardim Botânico e do Passeio Público, onde a aristocracia costumava desfilar seu poder e suas habilidades sociais. Protegidas por adornadas sombrinhas, as damas balouçavam suas saias de seda. Logo atrás, vinha alguma dama de companhia, segurando meia-dúzia de guias de cachorros brancos. Sim, a vida era fútil o bastante para que pudéssemos nos dedicar ao estudo da música, da poesia e do pensamento daqueles que humanizaram, um pouco mais, a vida dos humanos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não tivemos o prazer de ver, em vida, os belos objetos que, hoje, viajam pelos céus. A música que ouvíamos era tocada, exclusivamente e ao vivo, para pequenos grupos seletos. Já, hoje, de onde estou, ouço músicas saindo de tantas das janelas incrustadas nas fachadas desses palácios verticais. Cidades gigantescas, ocupadas por milhões de transeuntes perdidos entre uma esquina e outra; carros modernos e velozes, e luzes, muitas luzes iluminando as avenidas, o interior das casas e o asfalto negro. Que beleza! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Os habitantes das cidades são tristes, no entanto, às sextas-feiras, saem às ruas dispostos a se divertir. O figurino desses homens é pobre em formas e descolorido nos tecidos baratos. Quase não fazem uso da maquiagem e caminham desatentos e velozes pelas ruas povoadas. Parecem diferentes dos outros da época em que vivi, mas não são. Eles pouco se visitam; comem sozinhos em restaurantes projetados para atender à pressa em que vivem; moram em casas diminutas, construídas para abrigarem famílias minúsculas, viúvas solitárias, órfãos, solteirões ou pequenos grupos de jovens desgarrados de suas famílias. Eu tenho ciência de tudo o que, ali, se passa e estou certo das diferenças de nuances; no entanto, reafirmo: O homem continua sendo o mesmo ser complexo, perdido e solitário; o único agravante, em minha humilde opinião, é o fato da humanidade ter abandonado os deuses, fato que veio contribuir para uma maior sensação de abandono. E seguimos, atônitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-8166622640383327928?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/8166622640383327928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=8166622640383327928&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/8166622640383327928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/8166622640383327928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/08/marquesa-das-alterosas-antes-e-depois.html' title='requiem aeternam (&apos;repouso eterno&apos;)'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RrzCDYQ_02I/AAAAAAAABTc/Q816GukKKbw/s72-c/003436.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-546506835152957494</id><published>2007-07-11T10:16:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:08.298-08:00</updated><title type='text'>interlóquio 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RrqfQYQ_0oI/AAAAAAAABRs/CDINJgkrCRw/s1600-h/com+walter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096561032063603330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RrqfQYQ_0oI/AAAAAAAABRs/CDINJgkrCRw/s400/com%252Bwalter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Trindade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sempre, Trindade desprezou as virgens. “Um tédio!”, afirmava ele, convicto. Prefiro as devassas experientes. Filho de Libaneses, nascido em Viçosa e criando no Rio de Janeiro, durante a ditadura militar, abominava qualquer classe de repressão. Certa vez, durante uma excursão que fizemos ao Louvre, indignou-se ao perceber que algumas crianças, também de visita ao museu, foram proibidas de se expressar com liberdade. Eu, tentando acalmar-lhe os nervos, dizia: Paciência, amigo; vivemos em uma comunidade civilizada e temos que lidar com normas e regras e conformes e reclames de varias naturezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, dividíamos um pequeno estudio, em Paris, onde tentávamos sobreviver da vendas de pequenas reproduções de pinturas clássicas. As mais procuradas eram os retratos de membros da família real, exatamente, as que ele mais detestava. Apesar das privações, nós nos divertíamos dentro do possível. Buscávamos por cafés baratos, dentro do bairro árabe, onde conhecemos artistas alucinados. Um deles merece menção - Amir, um Egípcio fabricante de velas ornamentais. Figura singular o Amir. Saudade! Não foram raras as vezes, em que, seu assistente vinha buscá-lo no bar onde bebíamos, a fim de que Amir fosse decorar com suas velas, algum velório de gente importante. E lá, ia nosso amigo, ornamentar o leito eterno de algum ilustre desconhecido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta e meia, tínhamos problemas com a polícia, que nos proibia de vender nossos quadrinhos em frente aos museus. Após dezenove ocorrências, acabamos sendo deportados. Uma vergonha!&lt;br /&gt;De volta ao Brasil, ele voltou para sua cidade natal e eu me mudei para Fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se passaram vários anos, sem que voltássemos a nos ver. Em maio de 2007, por casualidade, nos encontramos dentro de um Museu no Norte da África (Egito?). Ando tão desmemoriado, que chego a perder os meus mais recentes rastros... Bem, na ocasião do rápido encontro, ele me contou que estava trabalhando dentro do Instituto de Medicina Legal, naquela cidade. Tinha um ótimo aspecto e conservava o mesmo sorriso fácil de outrora. Ao se despedir de mim, ele disse: "Para finalizar, gostaria de salientar que, o bom nesta história, foi poder conviver de maneira mais próxima com você que é uma referência importante para mim, desde que entrei na praia das artes plásticas e descobrir que, além de inteligente e divertido, você também têm sangue esquentado correndo nas veias". Que sujeito gentil!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-546506835152957494?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/546506835152957494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=546506835152957494&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/546506835152957494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/546506835152957494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/07/interlquio-1_11.html' title='interlóquio 1'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RrqfQYQ_0oI/AAAAAAAABRs/CDINJgkrCRw/s72-c/com%252Bwalter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-48709084676749641</id><published>2007-07-05T10:17:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:08.427-08:00</updated><title type='text'>interlóquio X</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Ro0oAvawDoI/AAAAAAAAA-I/A7SJ4TAxH2o/s1600-h/comigo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083763547564936834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Ro0oAvawDoI/AAAAAAAAA-I/A7SJ4TAxH2o/s400/comigo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma breve entrevista introdutória, ele faz uma ultima pergunta: Você dividiria o mesmo teto com você mesmo? Minha primeira reação foi dar uma grande gargalhada. Mais tarde, me pus a pensar sobre a importância de tal pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aquele homem, vestindo uma camiseta azul piscina e óculos de aro amarelo, teria visto em mim, para lhe ocorrer questionar-me de forma um tanto invasiva? Quando chegou, disse que gostaria de me entrevistar, com o intuito de escrever uma biografia. Aceitei a proposta por acreditar que poderia ser divertido – e foi, até que meu mundo ruiu diante de tal questão. Eu conviveria comigo mesmo? Bem, na realidade, o tenho feito desde que nasci... Mas não era esta a dúvida dele. Ele queria saber se, fosse eu uma outra pessoa, conseguiria lidar comigo. Que crueldade! De qualquer forma, resolvi refletir sobre o assunto e enumerar as razões que eu teria para conviver comigo mesmo, e, em seguida, o outro se posiciona em relação a tal qualidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos sins e dos nãos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo ser cuidadoso em relação ao outro. (Sabe que eu também?...).&lt;br /&gt;Costumo respeitar o espaço físico, psíquico e mental alheio. (Idem)&lt;br /&gt;Gosto de cozinhar em companhia daqueles que amo. (Igualmente).&lt;br /&gt;Adoro tirar cravos das costas dos meus amantes. (Que delícia! Adoro que tirem meus cravos!).&lt;br /&gt;Considero-me um bom ouvinte. (Eu gosto de ser ouvido e também sei ouvir).&lt;br /&gt;Não sou grudento. (Além de eu não ser, não gosto que grudem em mim). As minhas manifestações de ciúme são amenas e ligeiras. (Idem com detalhe: detesto ciúmes operísticos).&lt;br /&gt;Não ronco. (Eu também, não. Alias, não consigo dormir com quem o faça).&lt;br /&gt;Costumo falar baixo. (Eu também, além de quê, prefiro que o façam, em minha presença).&lt;br /&gt;Adoro me divertir. (Eu também!)&lt;br /&gt;Não gosto de brigas. (Eu também as evito).&lt;br /&gt;Atualmente, não ando muito disposto para faxinas domésticas, mas, no caso de necessidade, o faço sem grandes queixas. (Poderíamos faxinar em parceria...).&lt;br /&gt;Costumo ser organizado. (Como eu gostaria de ser mais organizado do que sou, poderíamos, em alguns momentos, entrar em conflito).&lt;br /&gt;Adoro silencio. (Como eu também gosto, nos daríamos bem).&lt;br /&gt;Não gosto de conversar, assim que acordo. No caso de fazê-lo, prefiro que seja em voz baixa; caso contrário, me ponho nervoso. (Curioso, somos muito parecidos!).&lt;br /&gt;Quando estou com fome, fico de mau humor. (Eu também. Combinamos o seguinte: faremos o possível para que o almoço nunca atrase).&lt;br /&gt;Não gosto de receber conselhos e críticas, a não ser que demandados. (Eu também não gosto; no entanto, algumas vezes, aconselho o outro, de forma espontânea, sem que mo peçam. Façamos o seguinte: sempre que eu o fizer, me mande calar).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-48709084676749641?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/48709084676749641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=48709084676749641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/48709084676749641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/48709084676749641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/07/interlquio-1.html' title='interlóquio X'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Ro0oAvawDoI/AAAAAAAAA-I/A7SJ4TAxH2o/s72-c/comigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-3120517947269417538</id><published>2007-07-05T10:14:00.001-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:08.844-08:00</updated><title type='text'>interlóquio 2</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RrzAXYQ_00I/AAAAAAAABTM/Jaxr_1nh4YQ/s1600-h/com%2Bmarcela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097160386159825730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RrzAXYQ_00I/AAAAAAAABTM/Jaxr_1nh4YQ/s400/com%252Bmarcela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nascimento de Yoko (a 8ª investigadora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Março nascerá a menina Kuramoto. Estamos pensando em chamá-la de Yoko – nome simples que combinará com ela. O seu bercinho já está preparado para recebê-la. Ele está forrado de seda azul da Prússia – tão lindo como o cobalto. Do berço, ela observará o pequeno mundo do seu primeiro quarto. Escolhemos o cômodo mais distante da rua, para evitar a poluição, e o mais próximo de nosso jardim, para que nossa menina possa ouvir o canto dos pardais. Na jardineira, diante da janela, plantamos mudas de marcela, para que ela esteja sempre tranqüila. Seu berço está posicionado ao lado da grande janela para que possa ver o céu. Já a vejo ali, deitadinha na cama, sem dormir, observando tudo para conhecer as coisas, conhecer.&lt;br /&gt;Já se sabe de tudo a seu respeito. Em janeiro do próximo ano, ela já poderá comer um delicioso strogonoff de frango. Este será seu prato predileto. Assim como, o verão sua estação. Em maio, ela dirá sua primeira palavra: Tuiuu. A menina Kuramoto quer nascer para conhecer coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-3120517947269417538?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/3120517947269417538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=3120517947269417538&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/3120517947269417538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/3120517947269417538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/07/interlquio-2.html' title='interlóquio 2'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RrzAXYQ_00I/AAAAAAAABTM/Jaxr_1nh4YQ/s72-c/com%252Bmarcela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-5949050173273168313</id><published>2007-07-05T10:10:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:09.006-08:00</updated><title type='text'>interlóquio 3</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Ro0mcfawDmI/AAAAAAAAA94/bic4eZOUWec/s1600-h/com%2Bflavio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083761825283051106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Ro0mcfawDmI/AAAAAAAAA94/bic4eZOUWec/s400/com%252Bflavio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Sobre as rochas, na altura das nuvens&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Em um dos intervalos, das muitas chuvas que ornamentam o mês de março, nasce o pequeno Rodriguez de Oliveira. Com uma cabeleira jamais vista em um recém-nascido – dezenas de fartos cachos dourados, como o sorriso que brilhou em seu rosto desde o instante em que abriu os olhos para o mundo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Estava lá, Rodrigues, sobre um enorme penhasco da chapada Diamantina, pedra recoberta de margaridas, ninhos de águias, musgos se abrigando em finas frestas da rocha e uma mãe vestida de algodão e pronta pra criar aquela espécie de anjo que veio ao mundo para experimentar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;De paladar apurado, pescava, ele mesmo, as trutas que preparava ao molho de alcaparras silvestres e manteiga de ervas colhidas nas encostas da chapada.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Oliveira tornou-se um homem de fácil trato, bastante sociável, amante do cinema e da leitura de ensaios sobre a produção criativa. Era amante de discussões sobre os mais diversos temas e, com freqüência, buscava parceiros para tal. Apaixonado pelas armas brancas, aos 27 anos de idade, optou por confeccioná-las em sabão, com objetivos conceituais. As elegantes armas, no futuro, passaram a integrar o acervo de um importante museu, na categoria “a efemeridade na arte”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Uma perda irreparável – em maio de um ano qualquer, discutindo com um sujeito de opiniões radicais, pôs-se deveras alterado, o que resultou em uma sincope que o levou para além das rochas e dos céus.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-5949050173273168313?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/5949050173273168313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=5949050173273168313&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/5949050173273168313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/5949050173273168313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/07/interlquio-3.html' title='interlóquio 3'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Ro0mcfawDmI/AAAAAAAAA94/bic4eZOUWec/s72-c/com%252Bflavio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-6144047491612151129</id><published>2007-07-05T10:05:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:09.167-08:00</updated><title type='text'>interlóquio 4</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Ro0lU_awDlI/AAAAAAAAA9w/rV4GMht3SkE/s1600-h/com%2Bcintia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083760596922404434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Ro0lU_awDlI/AAAAAAAAA9w/rV4GMht3SkE/s400/com%252Bcintia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A orientadora Cinthia&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Sobre as suaves colinas verdes no leste, avistei ao longe, a figura lépida da menina dos brincos de princesa. Ela vinha em seu vestido branco, o mesmo que costumava usar no dia-a-dia. Chegou sorrindo e louca para comer seu pão com manteiga. Essa cena se repetia todos os dias. Acordava e vinha me buscar no pasto, para que, juntos, tomássemos o café da manhã.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Saciada, Cinthia me pegava pelo braço e corríamos em direção à colina mais próxima. Lá, costumávamos passar grande parte das manhãs, conversando e observando os pequenos e indefesos jumentos que pastavam. Naquele dia, percebendo-me preocupado, quis conversar sobre o assunto. Segundo ela, a fala possuía poderes terapêuticos. Creio que ela tivesse razão, mas eu não estava pronto para falar do meu tormento. Ali, permanecemos em silêncio, um pouco mais. Na despedida, notei que ela estava triste.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Era o dia seguinte, e vinha ela correndo sobre o verde; recortando o azul do céu, com seu vestido cor-de-rosa. Linda, parecia uma pintura! Foi quando resolvi pintar o seu retrato. Encantada com a idéia, ela disse ‘sim’, sua palavra mágica.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pintei-lhe o quadro e os anos se passaram, o meu tormento se foi, o seu vestido branco deixara de existir, já não tomávamos, juntos, o desjejum, e, havíamos crescido.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Semana passada, de compras na cidade, vi sua foto na capa de uma revista. Ela posava, junto a um grupo de pesquisadores, em missão no Egito. Na foto, linda como na imagem que sempre guardei dela, não parecia pesar mais que cinqüenta quilos. Magra, pescoço erguido e o mesmo sorriso dizendo ‘sim’. Pensei – Será que ela encontrará, no Egito, aquilo que procura?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-6144047491612151129?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/6144047491612151129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=6144047491612151129&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/6144047491612151129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/6144047491612151129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/07/interlquio-4.html' title='interlóquio 4'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Ro0lU_awDlI/AAAAAAAAA9w/rV4GMht3SkE/s72-c/com%252Bcintia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-3758407859151519022</id><published>2007-07-02T00:28:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:09.432-08:00</updated><title type='text'>interlóquio 5</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiplPawDiI/AAAAAAAAA9Y/kGrvt8f27_8/s1600-h/com+tales.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082498636746591778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiplPawDiI/AAAAAAAAA9Y/kGrvt8f27_8/s320/com%252Btales.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tales Bedeschi, o Príncipe (o 4º investigador)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O conheci em Madagascar, onde vivia rodeado de lêmures. Medindo 173 cm, o príncipe possuía longuíssimas pernas, sustentadas por pés robustos de dedos fortes, tratados com algum desmazelo. Ele preferia ser considerado negro, no entanto, seu nariz revelava sua origem árabe.Longilíneo, era elegante nos gestos expansivos e cuidadoso no trato com o outro.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Fazia com que os seus dias fossem tão longos, como as linhas do seu corpo. Apreciava as intermináveis caminhadas em companhia de amigos. Sob o generoso céu, discutia sobre as peculiaridades da imagem, sobre a expressividade das manifestações culturais afro-americanas e sobre os ideais de liberdade. Durante tais passeios, exercitava sua capacidade de aprender. Não há documentos históricos que comprovem meu ponto de vista, mas creio que ele tenha desejado ser um sábio, com um único objetivo – ansiava por trocas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nada lhe produzia mais satisfação do que aquela que sentia, quando, já exausto, com a pele encharcada, voltava, pela última vez, à roda de capoeira. E ele aceitava com todos os dentes que brilhavam, através dos lábios que se abriam no antigo gesto-sorriso-sim. E deixava que seu corpo voasse e se revirasse e piruetasse e se fizesse em laço pelos ares, ali, dentro da roda que pulsava ao som surdo do berimbau e da vibração dos amigos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Bedeschi, o príncipe negro, trazia guardado consigo, um pequeno pedaço de papel, onde se lia a palavra ‘amar’. E, se o fazia, era para que jamais se esquecesse do sentido, do valor e teor deste verbo, a ser conjugado, preferencialmente, da primeira pessoa para todas as demais. Provavelmente, por isso, ele tenha tido a ‘raiva’ como o mais desprezível dos sentimentos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Este que vos escreve seria ingênuo se dissesse que, no último mês de fevereiro, Bedeschi morreu realizado. Quem convive com um homem, acaba crendo que o conhece em profundidade – doce miragem! Apesar de termos sido amigos durante décadas, vivenciado juntos momentos tão diversos, posso apenas vislumbrar a alma daquele sujeito. Mas, há algo que, certamente, posso afirmar: ele morreu sem ter aprendido a preparar aquela deliciosa farofa de banana. Aquela, segundo ele, só sua tia sabia preparar...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-3758407859151519022?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/3758407859151519022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=3758407859151519022&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/3758407859151519022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/3758407859151519022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/07/interlquio-5.html' title='interlóquio 5'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiplPawDiI/AAAAAAAAA9Y/kGrvt8f27_8/s72-c/com%252Btales.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-4306268464168329471</id><published>2007-07-02T00:04:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:09.555-08:00</updated><title type='text'>interlóquio 6</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoikL_awDhI/AAAAAAAAA9Q/CCZULAJCmf8/s1600-h/com%2Bariel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082492705396755986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoikL_awDhI/AAAAAAAAA9Q/CCZULAJCmf8/s320/com%252Bariel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ari e os miosótis (o 9º investigador)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Se me escapa seu nome. Anael, Muriel, Maciel? Ariel! Sim, Ariel era o seu nome de batismo. Depois do ocorrido, foi trocado para Ari.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ele amava ver as bruxas esvoaçando ao redor da enorme lanterna que iluminava o terraço do museu. Quando a noite caía, ele corria para o terraço para esperá-las. Isso durou toda a temporada em que estivemos no Egito.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Alem de observar as bruxas, ele andava pelos corredores do antigo prédio. Já tarde da noite, eu observava seu vulto que passava atrás das janelas – uma a uma, em uma pontuação rítmica, fazendo com que o espectador, desenhasse seu percurso através dos inúmeros corredores e salas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Certo dia, logo depois do amanhecer, o encontrei na saída do prédio. Espantado, lhe perguntei o que fazia ali, até àquela hora da manhã. Ele respondeu: Vim passar um tempo no Museu. Preocupado com seu estado mental, o convidei para jantar comigo naquela noite.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Durante o jantar, impressionou-me o fato dele ter devorado, em silêncio, uma farta travessa de bobó de camarão. Cada garfada parecia representar a satisfação de algum desejo profundo e secreto. Terminada a refeição, tentei dialogar com o rapaz em estado de graça, mas ele não estava disponível. Pediu licença, dizendo: “Necessito regressar ao museu, onde tenho uma importante tarefa a cumprir. Plantarei 1982 mudas de miosótis, no jardim superior”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-4306268464168329471?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/4306268464168329471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=4306268464168329471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/4306268464168329471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/4306268464168329471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/07/interlquio-6.html' title='interlóquio 6'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoikL_awDhI/AAAAAAAAA9Q/CCZULAJCmf8/s72-c/com%252Bariel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-3007054492449623019</id><published>2007-07-01T23:58:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:09.654-08:00</updated><title type='text'>interlóquio 7</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiitPawDgI/AAAAAAAAA9I/CGGkssD1uT8/s1600-h/com%2Bcamila.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Roiim_awDfI/AAAAAAAAA9A/EHTlIksHJzQ/s1600-h/com+camila.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082490970229968370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Roiim_awDfI/AAAAAAAAA9A/EHTlIksHJzQ/s320/com%252Bcamila.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A música para Camila (a 6ª investigadora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No lombo de uma girafa, ereta e recoberta de lírios, ela chegou ao Cairo. Quando adentrou o Museu, todos os sons ambientes se entenderam e a música se fez para ela. Pode lhes parecer extravagante, mas é o que sempre ocorre em sua presença. Desde muy miúda, Camila possui o dom de transformar qualquer tipo de ruído em música.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua pobre avó, desesperada, buscou ajuda médica, para-médica e espiritual, na esperança de sanar tal irregularidade. Nada, nada jamais pôde reverter essa manifestação paranormal. Entretanto, com o passar dos anos e de tantas melodias produzidas em seu entorno, todos foram se conformando e sossegado. Recentemente, ela é requisitada para animar bailes, oferecer serenatas, em nome de amantes tímidos, ou mesmo, para integrar orquestras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recentemente, recusou a oferta de um emprego em uma tratoria, onde costuma saborear seu prato predileto – as diversas formas de pastas (capeletes, raviólis, talharins, espaguetes, rondeles, canelones, farfelinis e outros de nomes raros). Ela conhece a fundo a culinária italiana! Bom, mas o que eu tentava contar é que ela recusou o convite. Pois, então: Visto que, sempre de sua visita à tratoria, o recinto se transformava em palco de movimentados e ruidosos talheres, luminárias agitadas fazendo os cristais emitirem notas luminosas, e muito mais. O proprietário chegou a lhe oferecer uma soma de cinco mil rúbias mensais, para que ela animasse o estabelecimento. Ela só não aceitou sua proposta, por se tratar de um ambiente freqüentado, principalmente, por pseudo-intelectuais. Ela não se sujeitaria ao papel de animadora de seres tão esnobes. De mais a mais, ela deseja continuar trabalhando em sua mais recente pesquisa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Decidida e obstinada, ela parte para Budapeste, em fevereiro, em busca de dados que enriqueçam o seu projeto.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-3007054492449623019?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/3007054492449623019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=3007054492449623019&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/3007054492449623019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/3007054492449623019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/07/interlquio-7.html' title='interlóquio 7'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Roiim_awDfI/AAAAAAAAA9A/EHTlIksHJzQ/s72-c/com%252Bcamila.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-4928933772846852204</id><published>2007-07-01T23:18:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:09.790-08:00</updated><title type='text'>interlóquio 8</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiZPfawDeI/AAAAAAAAA84/1w9VJPnxKd4/s1600-h/com+rosa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082480670898392546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiZPfawDeI/AAAAAAAAA84/1w9VJPnxKd4/s320/com%252Brosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Os nomes da Rosa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eram meados do século quando, em fevereiro, nasceu a nossa rosa. Seu nome de batismo foi Rosa de Araújo. Quando criança, gostava de, sozinha, caminhar pelas ruas de Diamantina, sua cidade natal. Religiosamente, todos os dias, após preparar a refeição para suas bonecas, escapava pela cerca dos fundos de sua casa e caia na cidade, onde observava com cuidado e critério, cada fachada de casarão; as pedras que cobriam as ruas, ela as chamava por nomes próprios, e falava com elas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Já moça, partiu para Belo Horizonte, em busca de mais e mais conhecimento. Lá, instalou-se na Rua Sergipe, 437b. Suas janelas se abriam para os jardins da Catedral – um deleite para seus olhos sensíveis! Primeiro dia na cidade e saiu para explorar os arredores de sua casa. Atravessando a rua, aproxima-se de uma longa fileira de palmas que demarcavam os limites de um canteiro do jardim. Rosa sorriu, e cantou e dançou para aquelas flores que passariam a fazer parte de seu cotidiano.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Uma volta no quarteirão a levou à Av. João Pinheiro. Superou o medo da aglomeração e atravessou as duas pistas da avenida, movida por um impulso inexplicável. Um casarão, uma escola pública, outra casa grande e outra. A última era pintada de rosa triste. Nossa amiga viu um portão aberto e entrou, com a mesma liberdade que entrava em sua antiga casa, na infância. Ali, era um museu. Ela viu pinturas, imagens sacras que lhe lembraram as das igrejas de Diamantina, florins, floretes, coroas, moedas em desuso, cascos de animais – tudo aquilo foi sendo, por ela, nomeado, naquele instante: ponta de fecha, auto-retrato, Cristo, mão-de-pilão, fóssil folha, adaga (lindo nome), Dona Maria Primeira, Santana, Dom Pedro l, pistola, a má notícia, retrato, paisagem, s/título, etc.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eram meados de abril, dentro da sala dos santos, onde, em estado de graça, Rosa faleceu. Seu corpo foi levado para longe do Museu, mas o espírito permaneceu naquela casa. Dizem que ela, gentilmente, conta histórias ao pé do ouvido de alguns visitantes.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-4928933772846852204?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/4928933772846852204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=4928933772846852204&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/4928933772846852204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/4928933772846852204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/07/interlquio-8.html' title='interlóquio 8'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiZPfawDeI/AAAAAAAAA84/1w9VJPnxKd4/s72-c/com%252Brosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-3576823227110448750</id><published>2007-07-01T23:13:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:09.921-08:00</updated><title type='text'>interlóquio 9</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiYCfawDdI/AAAAAAAAA8w/eEBtd_b6pdQ/s1600-h/com%2Bpedro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082479348048465362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiYCfawDdI/AAAAAAAAA8w/eEBtd_b6pdQ/s320/com%252Bpedro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A travessia de Pedro Veneroso (o 2º investigador)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Apesar de ter nascido em outubro, Pedro não fazia distinção entre este ou qualquer outro dos meses do ano.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pedro V. Nasceu em Paris, em 1987, ano em que a cidade abriu mais de dezenove novos Cafés. Considerando que, antes disso, já abrigava mais de novecentos desses estabelecimentos socializantes, a abertura dos novos dezenove, fez com que a cidade fosse invadida por um aroma irresistível. Movidos por tal bouquet, o Senhor e a senhora V., passaram a sair todas as noites, acompanhados do jovem Pedrinho e da pequena matilha de cães perdigueiros, pelas ruas da Cidade Luz.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Foi em uma dessas andanças, que descobriram um discreto restaurante espanhol, localizado no Cartier Crisântemo. Era uma das raras casas noturnas que permitiam a entrada de animais – um achado! O restaurante de nome muy incomum (“Tautologia”) servia uma das mais saborosas paellas que já se pôde degustar fora do país das castanholas, e, foi onde Pedrinho aprendeu a apreciar tal prato de sabor tão peculiar e aspecto um tanto ‘complexo’. O jovem, além de, no futuro, ter se especializado em culinária mediterrânea, aproveitava cada centímetro do espaço das cozinhas onde trabalhou em sua maturidade, plantando, dentro delas, dezenas de ervas aromáticas, flores comestíveis, etc. Aproveitava, inclusive, os parapeitos das janelas, onde cultivava, com raro cuidado, variadas espécies de crisântemos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Desafortunadamente, no dia 23 de um mês desconhecido, do ano 2087, data em que completara um século de existência, falece Pedro. Causa da morte: envenenamento por suco de tomate.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-3576823227110448750?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/3576823227110448750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=3576823227110448750&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/3576823227110448750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/3576823227110448750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/07/interlquio-9.html' title='interlóquio 9'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiYCfawDdI/AAAAAAAAA8w/eEBtd_b6pdQ/s72-c/com%252Bpedro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-3588452510344273786</id><published>2007-07-01T23:02:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:10.058-08:00</updated><title type='text'>interlóquio 10</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiV1PawDcI/AAAAAAAAA8o/tbj_lNlbNSM/s1600-h/com+roberto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082476921391943106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiV1PawDcI/AAAAAAAAA8o/tbj_lNlbNSM/s320/com%252Broberto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O diário de R. Andrés (o 5º investigador)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Nunca cheguei a me encontrar com R. Andrés. Eu o conheço através de sua palavra escrita e de, apenas, uma fotografia. Tenho que admitir que, vez ou outra, cometi alguns furtos, e que, desta vez, fui impelido a roubar-lhe um diário de sua autoria. Aconteceu em um mês de junho, na comemoração de aniversário do Tales. À primeira vista, o que me chamou atenção foi o objeto em si – um pequeno caderno recoberto de couro, de aspecto gasto, em cuja capa, havia uma gravação em relevo, representando a figura de um rato. Fascinado, tomei posse dele, imediatamente.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Em casa, longe dos olhares alheios, abri o caderno. Solta, entre as páginas, estava a foto que mostrava a figura de um jovem esbelto, de olhos puxados e tez clara. Ele vestia uma calça clássica de tropical inglês cinza, usava um tênis vermelho e camiseta de malha branca. No verso, uma anotação: “Lembrança da minha viagem ao Egito”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A minha discrição não me deixaria publicar mais do que uma das páginas de seu diário. Vou escolher a última delas, por ter sido a primeira que li.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Belo Horizonte, (*) junho de 2007&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;O &lt;/em&gt;&lt;em&gt;despertador não tocou e acabei perdendo a hora. Dormir depois do almoço me faz muito bem, mas, às vezes, acabo dormindo um pouquinho mais, Fazer o que, né? Saí às pressas, pois tinha uma reunião com o pessoal do ‘território’*. Finalmente, entrei no museu! Há dias, aguardava por isso. Acabei saindo de lá um pouco cansado, quase não tive forças pra dar um pulo lá na feirinha pra comprar as margaridas que vou levar pro Tales. Espero que, desta vez, ele capriche na paella. Ano passado ficou um pouco salgada, além de ter faltado o mexilhão. Acho melhor eu levar um vinho, a gente nunca sabe o que vão servir e prefiro tomar o meu Malbec. Sei que sou sistemático, mas é o meu jeito. Se não levo, depois fico puto comigo.Não posso deixar de levar o livro k a Lais me emprestou. Pode ser que ela esteja precisando dele. Ando pensando sobre uma proposta pra levar pro pessoal, mas ainda não tive nenhuma idéia bacana. O que me agrada mais é a possibilidade de se trabalhar com a luz, mas ainda não sei como... Tem, ainda, a idéia das persianas. Acho que a gente poderia criar uma veladura interessante com elas. Parece que a maioria do pessoal gostou da idéia...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Bom, acho k tá na hora de entrar no banho, se não, chego atrasado. Tô afim de chegar na festa e ver qual é. Tomara que tenha música pra gente dançar. Quando eu chegar, conto como foi.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-3588452510344273786?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/3588452510344273786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=3588452510344273786&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/3588452510344273786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/3588452510344273786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/07/interlquio-10.html' title='interlóquio 10'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiV1PawDcI/AAAAAAAAA8o/tbj_lNlbNSM/s72-c/com%252Broberto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5725496303837555155.post-8922674884244173064</id><published>2007-07-01T22:49:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T22:20:10.293-08:00</updated><title type='text'>interlóquio 11</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiUrvawDbI/AAAAAAAAA8g/shSkr1ZxWlY/s1600-h/com+lais.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082475658671558066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiUrvawDbI/AAAAAAAAA8g/shSkr1ZxWlY/s320/com%252Blais.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/Rlr5P_u42cI/AAAAAAAAA5M/itPlorhRXPc/s1600-h/com+lais.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;A Orientadora Lais&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Debruçada sobre livros e inúmeros outros tipos de veículos informativos, Lais se punha a especular sobre a própria especulação. Quando se cansava de tal atividade solitária, gostava de tagarelar e gargalhar e rir e sorrir e brincar com os amigos. Saciada de prosas e risos, entregava-se ao mais vermelho (ou seria dourado?) dos vícios – o amor ensinado por Eros, ou teria sido Baco? Então, voltava a se debruçar sobre sedas, almofadas e tapetes, junto de seu noivo. E ambos se punham a degustar vinhos e pães e queijos e charutos de folha de uva. E iam se desmanchando e se entesando entre tragos e goles e beijos – muitos beijos!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Apesar de ser uma mulher de raro traquejo e sociabilidade, Lais evitava os chatos, por uma obvia razão – preferia não se desgastar. Assim sendo, foi muito criteriosa ao selecionar aqueles que viriam a integrar o grupo de investigadores de um difícil caso – o desaparecimento de uma valiosa peça do acervo do Museu do Cairo. Um par de pequenas múmias de terracota, s/ data, autor desconhecido e suspeita de ter sido produzida como suvenir, durante a revolução industrial no Antigo Egito.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Era 14 de maio de 2007, quando, o grupo de investigadores aguardava, no calabouço do Museu, a chegada da Dama que abre a pequena porta branca e surge com um largo sorriso nos lábios e um hibisco na lapela de seu guarda-pó. A primeira palavra que pronunciou naquela manhã foi “ONITORRINCO”.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;p.s. Este texto será acrescido de dois parágrafos, no futuro próximo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5725496303837555155-8922674884244173064?l=umolharsobreoterritorio2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/feeds/8922674884244173064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5725496303837555155&amp;postID=8922674884244173064&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/8922674884244173064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5725496303837555155/posts/default/8922674884244173064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://umolharsobreoterritorio2.blogspot.com/2007/07/interlquio-11.html' title='interlóquio 11'/><author><name>Luiz Henrique Vieira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00191671656574631736</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/x/blogger/5335/4251/400/23588/eu%202.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_v2EseZ1L8pY/RoiUrvawDbI/AAAAAAAAA8g/shSkr1ZxWlY/s72-c/com%252Blais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
