
A travessia de Pedro Veneroso (o 2º investigador)
Apesar de ter nascido em outubro, Pedro não fazia distinção entre este ou qualquer outro dos meses do ano.
Pedro V. Nasceu em Paris, em 1987, ano em que a cidade abriu mais de dezenove novos Cafés. Considerando que, antes disso, já abrigava mais de novecentos desses estabelecimentos socializantes, a abertura dos novos dezenove, fez com que a cidade fosse invadida por um aroma irresistível. Movidos por tal bouquet, o Senhor e a senhora V., passaram a sair todas as noites, acompanhados do jovem Pedrinho e da pequena matilha de cães perdigueiros, pelas ruas da Cidade Luz.
Foi em uma dessas andanças, que descobriram um discreto restaurante espanhol, localizado no Cartier Crisântemo. Era uma das raras casas noturnas que permitiam a entrada de animais – um achado! O restaurante de nome muy incomum (“Tautologia”) servia uma das mais saborosas paellas que já se pôde degustar fora do país das castanholas, e, foi onde Pedrinho aprendeu a apreciar tal prato de sabor tão peculiar e aspecto um tanto ‘complexo’. O jovem, além de, no futuro, ter se especializado em culinária mediterrânea, aproveitava cada centímetro do espaço das cozinhas onde trabalhou em sua maturidade, plantando, dentro delas, dezenas de ervas aromáticas, flores comestíveis, etc. Aproveitava, inclusive, os parapeitos das janelas, onde cultivava, com raro cuidado, variadas espécies de crisântemos.
Desafortunadamente, no dia 23 de um mês desconhecido, do ano 2087, data em que completara um século de existência, falece Pedro. Causa da morte: envenenamento por suco de tomate.

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